sexta-feira, 9 de junho de 2017

Ana Célia diz que aceita 'criticas construtivas', e que não é prefeita apenas do grupo que a elegeu


Prestes a completar seis meses de governo, a prefeita de Surubim, Ana Célia Cabral (PSB), aproveitou o lançamento da programação oficial do São João 2017 para defender a gestão e pedir paciência à população.

Logo após o evento para o anúncio das atrações dos festejos juninos da cidade, a prefeita participou de entrevista na rádio Pop FM.  Recentemente, a gestão da socialista foi alvo de críticas do vice-prefeito, Guilherme Nóbrega(PSB), em áudio que vazou nas redes sociais.
 
Foi a primeira vez que a socialista se manifestou publicamente após as declarações do vice. Mesmo sem se referir especificamente ao episódio, Ana Célia destacou que aceita sugestões e críticas construtivas.

"A gente sabe que entrar na política é servir ao povo. Não estou na prefeitura pelo poder. Estou na prefeitura para servir ao povo, principalmente às pessoas que mais precisam. Estou aberta às sugestões e críticas construtivas, mas não àquelas negativas que só puxam para baixo", afirmou.


GESTÃO - a prefeita falou das ações implementadas, a exemplo de melhorias na iluminação pública, que, na opinião da gestora, é o maior problema da cidade.

"Eu afirmei e reafirmo, o maior problema de Surubim hoje, é a questão da iluminação pública. Foram quatro anos sem manutenção. Em 90 dias, a Prefeitura trocou 600 lâmpadas. Sei que Surubim ainda está escuro, mas peço paciência. Criamos a ouvidoria, [fone] 3634-3634, no caso de esgoto e iluminação", disse.

Ana Célia falou sobre a merenda escolar, que já teve a qualidade questionada por pais de alunos, afirmando que fiscalizar é um direito da população. "Eu sei que nos PSFs não faltam remédios, mas eu quero que o povo fiscalize. Eu sei que a merenda da escola está de boa qualidade, porque eu ando e pergunto aos alunos, mas eu quero que a população fiscalize. É um direito. E nada de tirar caixa d' água de ninguém. Isso é um direito das pessoas, o dinheiro é público", citou.

LEGISLATIVO - a prefeita também destacou a boa relação que o Executivo está mantendo com o Legislativo. "Agradeço ao vereador Fabrício Brito, e dizer como é importante esse diálogo com a  Câmara de Vereadores, que tem aprovado nossos projetos, nessa parceria com os vereadores, que estão pensando na melhoria da qualidade de vida do povo de Surubim", afirmou

Em tom conciliador, a prefeita frisou que é o momento de somar forças e destacou ainda que não é prefeita apenas do grupo que a elegeu. "É o momento de estarmos juntos. Eu hoje não sou prefeita apenas do partido que me elegeu, ou das pessoas que votaram em mim. Eu sou prefeita de todo o povo de Surubim, e tenho compromisso com ele."

Ana Célia também pediu paciência e reafirmou os compromissos de campanha. "Eu gostaria de pedir à população de Surubim que tivesse um pouquinho de paciência. Tenham confiança. minhas palavras são as mesmas palavras da campanha política. Então é trabalhar e trabalhar, que é isso que o povo de Surubim espera da gestão Ana Célia"

Da Redação, com Pop FM.

sábado, 3 de junho de 2017

"Eu sou oposição e sei trabalhar: e se ela sair, quem vai assumir?",questiona a vereadora Ivete do Sindicato


Eleita pela oposição, a vereadora Ivete do Sindicato(PT) se tornou o centro do debate politico, ao não assinar o pedido de CPI para investigar compras feitas, com dispensa de licitação, pela Prefeitura de Surubim, comandada pelo PSB, como fizeram os colegas de bancada, sendo decisiva para a não implantação da Comissão Parlamentar de Inquérito na Câmara de Vereadores. Seriam necessárias cinco assinaturas para a CPI ser implantada. Assinaram o pedido, os vereadores dr.Vavá, Anabel Medeiros, Bana e Micherlan. 

A polêmica em torno do posicionamento da vereadora petista, em sintonia com a bancada da situação e com a gestão socialista, cria uma espécie de atitude política que, simbolicamente, poderia lembrar uma cobra de duas cabeças, pelas formas de pensar e de agir, na prática, tão antagônicas. A atitude criou ainda uma situação inusitada:enquanto eleitores da vereadora externaram decepção, partidários da prefeita elogiam a petista nas mídias sociais.

Mesmo com o PT fazendo oposição ao PSB, em vídeo divulgado nas mídias sociais, a vereadora destaca que a atitude foi tomada seguindo orientação jurídica do próprio PT, do Sindicato [dos Trabalhadores Rurais], da Fetape e da Cut. Em meio a polêmica, a petista frisa que é 'oposição' e que não quer 'servir de cavalo de batalha'. 

"Eu sou oposição e continuo sendo oposição. Em momento nenhum fiz acordo político com ninguém, nem sou situação no momento. Foi me pedido para que eu não assinasse no momento, claro que eu estou de olho, estou observando os fatos, eu vi tudo que foi apresentado, mas também eu não quero servir de cavalo de batalha para ninguém. Eu sou oposição e sei a forma de trabalhar", garante.

Ivete do Sindicato também destaca que, caso o Ministério Público ou o Tribunal de Contas do Estado, aponte irregularidades nas dispensas de licitações, ela revê o posicionamento.  


"Se de fato existir irregularidades, esses fatos serão apurados. O Tribunal de Contas vai dar um parecer para todos nós daqui da Câmara. E, se tiver mesmo [indícios de irregularidades], eu vou estar assinando, vou estar aprovando, eu sou oposição, vou estar investigando", promete.

RIXA - ao justificar por não votar com a bancada da qual faz parte, a vereadora Ivete expõe a rixa existente entre o Sindicato dos Trabalhadores Rurais e o ex-prefeito Flávio Nóbrega.

O sindicato foi decisivo na primeira eleição do ex-petista, mas depois rompeu. Na eleição municipal de 2012, o sindicato esteve ao lado da então candidata Ana Célia (foto acima). Com a saída do ex-prefeito do PT para o PSB, em 2016, os 'trabalhadores rurais' voltaram ao palanque petista.

A vereadora deixa claro que prefere que o destino do Município siga nas mãos da prefeita Ana Célia Cabral(PSB), legitimada pelas urnas.

"No momento é melhor que a gente deixe o governo [municipal] andar, para não haver um golpe, como aconteceu em Brasília. E se ela sair, que vai assumir?", questiona.

Dessa forma, a vereadora Ivete do Sindicato evidencia um posicionamento bem pragmático, pois ao rechaçar a CPI, afasta a possibilidade de um possível pedido de 'impeachment" da prefeita. Assim, objetivamente, a vereadora deixa claro não quer contribuir para que a Prefeitura passe a ser comanda pelo vice, Guilherme Nóbrega(PSB), e, na prática, pelo pai dele.

Da Redação.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Onde a Prefeitura de Surubim deve comprar a merenda das escolas do Município? No Recife, em Igarassu ou no comércio da própria cidade?


Onde a Prefeitura de Surubim deve comprar a merenda oferecida aos alunos das escolas da Rede Municipal de Ensino? No Recife, em Igarassu, ou aqui mesmo, no comércio da cidade?

Em questão, exatos R$ 2.637.681,10 (dois milhões, seiscentos e trinta e sete mil, seiscentos e oitenta e um reais, e dez centavos). Por um período de até seis meses. 

Este é o valor total dos contratos firmados pela Prefeitura de Surubim com duas empresas, para fornecimento de merenda escolar, com dispensa de licitação, por um "período de até 180 dias, ou até a conclusão do processo licitatório", conforme texto do edital.

A "empresa KF Cavalcanti - EPP" foi contratada "para o fornecimento de alimentos não perecíveis (LOTE I) , hortifrutigranjeiros (LOTE III) e pães e bolos(LOTE IV)", pelo "valor global de R$ 1.774.591,10 (um milhão, setecentos e setenta e quatro mil, quinhentos e noventa e um reais e dez centavos)".

Já a empresa "Apoena Comercio de Alimentos Ltda, foi contratada para o fornecimento de alimentos perecíveis de origem animal (LOTE II)", pelo "valor global de R$ 863.090,00 (oitocentos se sessenta e três mil e noventa reais)".



Não se sabe por quais critérios, nem os motivos que as credenciaram como fornecedoras, sem licitação, da Prefeitura de Surubim. 

De acordo com o site da Receita Federal, a KF Cavalcanti - EPP está localizada  no bairro do Cordeiro, na zona oeste do Recife.


Já Apoena Comércio de Alimentos, está localizada em um loteamento no distrito de Nova Cruz, no município de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife.


Em época de crise econômica, gastar mais de R$ 2,6 milhões fora de Surubim, faz muita falta à economia local. Esse dinheiro precisa circular aqui na cidade.

Surubim sempre teve um comércio referência na região. Ao fazer essa compra fora, a Prefeitura desprestigia os empreendedores e as empresas locais, que podem fornecer todos os itens previstos. Além disso, a atitude não contribui em nada para estimular a geração de emprego e renda em Surubim, um dos compromissos assumidos pela gestão.

Fonte: Da Redação.