domingo, 27 de setembro de 2015

Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula e foi mantido por Dilma

Expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, o médico Pedro Corrêa se destacou, durante quase quatro décadas, como um dos parlamentares mais influentes em negociações de bastidores. Como presidente do PP, garantiu a adesão do partido ao governo Lula e - como reza a cartilha do fisiologismo - recebeu em troca o direito de nomear apadrinhados para cargos estratégicos da máquina pública. Essa relação de cumplicidade entre o ex-deputado e o ex-presidente é notória. Ela rendeu a Corrêa uma condenação à prisão no processo do mensalão, o primeiro esquema de compra de apoio parlamentar engendrado pela gestão petista. 

Mesmo após a temporada na cadeia, Corrêa se manteve firme no propósito de não revelar o que viu e ouviu quando tinha acesso privilegiado ao gabinete mais poderoso do Palácio do Planalto. Discreto, ele fez questão de ser leal a quem lhe garantiu acesso a toda sorte de benesse. Havia um acordo tácito entre o ex-deputado e o ex-presidente. Um acordo que está prestes a ruir, graças à descoberta do petrolão e ao avanço das investigações sobre o maior esquema de corrupção da história do Brasil. 

Como outros mensaleiros, Corrêa foi preso pela Operação Lava-Jato. Encarcerado desde abril, ele negocia há dois meses com o Ministério Público um acordo de colaboração que, se confirmado, fará dele o primeiro político a aderir à delação premiada. Com a autoridade de quem presidiu um dos maiores partidos da base governista, Corrêa já disse aos procuradores da Lava-Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. 

O topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. Nas conversas preliminares, Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras. 

Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra, pressionado pelo PT, que também queria o cargo, resistia, sob a alegação de que não era tradição na Petrobras substituir um diretor com tão pouco tempo de casa. Lula, segundo Corrêa, interveio em nome do indicado, mais tarde tratado pelo petista como o amigo "Paulinho". "Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido", disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado. 

Em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Ao narrar esse episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha. Ou seja: peça-chave nessa engrenagem, Paulinho não era uma invenção da cúpula do PP, mas uma criação coletiva tirada do papel graças ao empenho do presidente da República. A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff - e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP.

Veja.

Após depor, 'prefeita ostentação' deve ir para Corpo de Bombeiros, diz Justiçaz


Na última semana, a PF entregou à Justiça o relatório final de indiciamento de Lidiane, que terá de responder pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude em licitação. De acordo com o documento, a ex-prefeita, seu ex-namorado e ex-secretário de Articulação Política, Beto Rocha, e o ex-secretário de Agricultura Antonio Gomes da Silva sacaram 300 000 reais sobre contratos de merenda escolar. A estimativa da PF é de que a fraude à licitação, neste caso, tenha chegado a 1 milhão de reais. 

A justificativa para a negação do pedido de liberdade é a de que Lidiane não comprovou que não tem relação com a série de suspeitas. Além disso, cita que ela permanece em local incerto, à revelia da lei. O alívio à prisão teria um motivo: "Por outro lado, a requerente demonstra interesse em se apresentar perante à Justiça e prestar os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos", justifica no documento o juiz José Magno Linhares Moraes. 

Vaidosa, Lidiane Rocha, de 25 anos, exibia nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão. Ela governava uma cidade de 40 000 habitantes à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil. Carros de luxo, festas e preocupação extrema com a beleza marcam o dia a dia da moça que candidatou-se pela coligação A esperança do povo. 

Lidiane teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Bom Jesus em 5 de setembro. Ela consta também na lista de pessoas que não podem deixar o país - o Sistema Nacional de Procurados e Impedidos (Sinpi), da Polícia Federal.

Veja.

PT age para barrar "êxodo" de prefeitos e parlamentares descontentes

Deputado Alessandro Molon (RJ), ex-vice-líder do PT na Câmara, trocou a legenda pela Rede
Na tentativa de conter uma debandada estimada em dez deputados e três senadores, o PT escalou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar impedir uma possível debandada de parlamentares e prefeitos petistas. Segundo integrantes da direção petista, Lula vai dividir com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, a tarefa de convencer os descontentes a permanecerem na legenda. Além disso, o partido deve antecipar as discussões sobre as eleições municipais de 2016.
Os efeitos da crise sobre o partido nas eleições do ano que vem e a ameaça de debandada chegaram ser tratados na reunião do Conselho Consultivo da presidência do PT, na segunda-feira, com a presença de Lula, de acordo com participantes daquele encontro. A preocupação aumentou anteontem com o anúncio do deputado Alessandro Molon (RJ), ex-vice-líder do PT na Câmara, de trocar a legenda pela Rede, da ex-senadora Marina Silva.
A cúpula petista calcula que o número de parlamentares dispostos a deixar o partido pode chegar a 10 deputados e três senadores. A sigla tem hoje 63 deputados e 13 senadores. Um ministro próximo à presidente Dilma Rousseff usou a palavra "êxodo" ao se referir ao descontentamento de setores da bancada.
No momento em que o Planalto conta os votos do Congresso para impedir um processo de impeachment contra Dilma, Falcão e Lula foram escalados para procurar os descontentes e tentar evitar mais baixas. Uma das ferramentas de convencimento é a possibilidade de candidatura nas eleições do ano que vem. "As pessoas vão a campo agora procurar os descontentes e discutir 2016", disse um dirigente petista.
Segundo um auxiliar de Lula que participou da reunião do Conselho Consultivo, na segunda-feira, "o PT pode perder tudo, mas, se reeleger o (prefeito) Fernando Haddad em São Paulo, terá ganho a eleição".
O partido avalia que Molon trocou o partido pela Rede por falta de espaço para concorrer à prefeitura do Rio no ano que vem, e não por motivos ideológicos ou éticos.
Gleide Andrade, uma das vice-presidentes do PT, minimizou o episódio em uma rede social. "Já vai tarde", escreveu ela.
PREFEITOS - Além disso, o PT age para evitar uma revoada de prefeitos que vão disputar a reeleição no ano que vem e temem os prejuízos eleitorais causados pelo envolvimento do partido na Operação Lava Jato.
Neste ano, segundo o diretório nacional do PT, 21 prefeitos deixaram a legenda neste ano, sendo que 14 são de São Paulo, quatro do Paraná e dois de Mato Grosso, além do mandatário de João Pessoa (PB), Luciano Cartaxo. O número é menor do que os 34 prefeitos que o PT deve receber na semana que vem, vindos de outros partidos, todos eles em cidades de Piauí, Bahia e Minas Gerais, Estados cujos governadores são petistas.
Com exceção da capital paraibana, tanto os que saíram quanto os que estão entrando são de pequenos municípios, inexpressivos eleitoralmente. Cálculo extraoficial de integrantes da executiva petista apontam para 250 baixas, entre prefeitos e vereadores, em 2015. O PT elegeu 632 prefeitos e 5.185 vereadores em 2012.
O PT nega que haja uma debandada. "Se fizermos as contas, tirando João Pessoa, vai ficar elas por elas", disse o secretário de Organização, Florisvaldo Souza.
Segundo ele, a movimentação entre partidos é natural nesta época por causa das eleições do ano seguinte e deve voltar à pauta em fevereiro de 2016, pois a reforma eleitoral aprovada pelo Congresso reduziu de um ano para seis meses antes da eleição o prazo de filiação dos candidatos. "O barulho todo que deveria acontecer agora ficou para 2016", disse ele.
ESTADÃO Conteúdo.

Cúpula do PMDB defende ruptura com o PT em São Paulo

Senadora Marta Suplicy durante cerimônia que celebra sua filiação ao PMDB
A cúpula do PMDB defendeu neste sábado (26), durante cerimônia de filiação da senadora Marta Suplicy ao partido, a ruptura com o PT em São Paulo.
Na chegada ao Teatro Tuca, em São Paulo, integrantes do comando do PMDB afirmaram que o partido terá candidato próprio na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2016.
"Teremos candidato à prefeitura", afirmou o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia), ex-governador do Amazonas.
Vice-presidente do partido, o senador Valdir Raupp (RO) disse que a presença de líderes nacionais é o indício de que o PMDB romperá com o prefeito Fernando Haddad (PT).
Já o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), propôs neste sábado lançamento de candidatura própria para prefeituras e para a Presidência.
Ele foi objeto de aclamação no evento um dia depois de mais um delator da Operação Lava Jato, Fernando Baiano, ter dito que Cunha recebeu propina do petrolão, o que o deputado nega.
"Chega de viver a reboque (do PT). Time que não joga não tem torcida", disse Cunha.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), destacou que o "Brasil vive a maior crise política e econômica desde 1964".
Em seu discurso, Marta afirmou que o PMDB é amplo: "Sinto que caibo aqui".
O presidente da República em exercício, Michel Temer, também participou da cerimônia de filiação de Marta ao partido.
O ministro de Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo (PCdoB), compareceu à filiação de Marta. "Vim prestigiar o PMDB. Somos aliados do PT", disse Aldo.
Além do PCdoB, PTB e PSD enviaram representantes ao evento.
Disposto a concorrer, o secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita, afirmou que "o PMDB é um partido que não tem dono".
Já o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), destacou que o Brasil vive hoje um desafio.
Representantes do PSDB também estiveram na filiação, como Fernando Capez, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo.
DISPUTA - Haddad tentou convencer o PMDB a não lançar a ex-petista na disputa pela prefeitura.
Temendo que o eleitorado tradicional do PT possa migrar para Marta, o prefeito decidiu investir na bancada de vereadores peemedebistas e nos integrantes do diretório municipal do PMDB para impedir que eles escolham a senadora como candidata à prefeitura no ano que vem.
Haddad teve uma reunião dura com os quatro vereadores do PMDB de São Paulo.
No encontro, chegou a apelar para que os vereadores apoiassem a candidatura de Chalita à Prefeitura, no lugar de Marta.
Ainda segundo dois participantes do encontro, Haddad disse que não é "trouxa" e ameaçou lançar cinco candidatos para disputar com os vereadores do PMDB em seus redutos.

Folha de São Paulo

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Qual foi a maior e menor cotação da história do dólar em relação ao Real?


Qual será o limite do dólar ao final desta crise política e econômica? Poucos economistas se arriscam a cravar um valor exato, mas estima-se que no fim do ano o dólar ficará em torno de R$ 4, isso se tudo der certo. Como nos últimos tempos o 'pão sempre cai com a manteiga virada para baixo', nas áreas econômicas e políticas, é difícil prever um cenário real até o mês de dezembro. Serão cerca de 100 dias agitados que muita coisa pode acontecer e entre elas, a moeda romper seus limites históricos.
Sem freios e com lenha para queimar, o dólar pode ultrapassar sua maior cotação desde a criação do Plano Real, em 1994. Assim como agora, o auge da valorização da moeda norte-americana em relação a divisa brasileira ocorreu durante uma crise política e econômica. Num resumo, o mercado sentia os últimos calafrios antes da eleição que levaria o Partido dos Trabalhadores ao poder.
Era 22 de outubro de 2002, há quase 13 anos, e faltavam apenas cinco dias para a provável eleição de Lula ao cargo máximo do Poder Executivo. Aos olhos do mercado internacional, o Brasil arriscava a certeza de um governo que seguia a cartilha da economia mundial por outro que não passava muita confiança aos investidores . A preocupação era em relação a condução da economia brasileira a partir de 2003, quando o PT comandaria o país pela primeira vez na história. Dias depois o partido venceria o pleito e a tendência de alta seria invertida, mas antes disso a cotação da moeda norte-americana atingiria seu ápice. Ao subir R$ 0,04 naquela data, o dólar alcançaria sua cotação máxima num fechamento que é de R$ 3,955.
Quando analisadas as variações durante os pregões, a máxima atingida foi ainda mais alta e chegou aos R$ 3,99, em 27 de setembro, pouco mais de uma semana antes do 1º turno das eleições de 2002. Conhecida pelos economistas como "Efeito Lula", a alta do dólar prevista na época pelos principais bancos de investimento colocava a moeda num patamar de R$ 3,04 em caso de vitória do petista e de R$ 2,52, se o eleito fosse José Serra (PSDB). A tentativa de previsão, que foi apelidada de "Lulômetro", se mostrou muito errada.
Menor cotação da história
Pode parecer um sonho nos dias atuais, mas o dólar já valeu menos de R$ 1! Os tempos eram outros e a atual geração de economistas ainda estava engatinhando. Era 14 de outubro de 1994, cerca de quatro meses após o lançamento do Plano Real e a moeda norte-americana atingiu a sua menor série histórica. Nesta data, o dólar foi negociado a R$ 0,82 e fez a festa dos turistas brasileiros interessados em viajar ao exterior. A justificativa para o valor tão baixo da moeda estrangeira é que o Governo Federal mantinha o dólar 'controlado' para evitar o retorno da inflação e estimular as importações.
UOL.

Jornal chama Dilma de “louca” e sugere internação da presidente


Editado pelo Instituto Brasileiro de Comunicação Social, o jornal Hora do Povo divulgou em sua capa a seguinte manchete: "Louca inicia terceira onda de cortes e impostos para engordar bancos". Ao lado do texto, uma foto da presidente Dilma Rousseff com os olhos "tortos". O impresso publicou, também, que "por menos que isso, D. Maria I foi internada". A reportagem sobre o momento político foi veiculada nesta semana.
O impresso Hora do Povo tem como editor-geral Clóvis Monteiro Neto e conta com sucursais no Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Belém, além do escritório principal na Vila Mariana, em São Paulo. Na reportagem que chama Dilma de "louca", o jornal comenta o lançamento do projeto de cortes de gastos e aumento de impostos promovido pelo governo federal.
"O lançamento do pacote de Dilma – mais um – na segunda-feira, teve um subproduto marginal: o desmascaramento completo dos fariseus que, por uma coisa à toa, um carguinho qualquer ou um pedaço de cetim - ou um dinheiro desviado da Petrobrás - apoiam qualquer coisa que saia do Planalto", escreveu a publicação.
A primeira página apresenta outras manchetes como "Objetivo do governo é obter mais recursos para torrar com juros", "O dilatado placar do impeachment: 887.458 a 1.125" e "Volta da CPMF não prevê nenhum tostão para Saúde". Nas redes sociais, a capa do jornal com a manchete de Dilma tem mais de 950 compartilhamentos e mais de 2.900 mil curtidas.
Portal Comunique-se








Record encosta na Globo com Os Dez Mandamentos



Ontem, novamente, foi um dia duro para a novela das nove da Globo. De acordo com o Ibope para a Grande São Paulo, enquanto confrontou-se com Os Dez Mandamentos, A Regra do Jogo ganhou  por apenas um ponto: 20 a dezenove.
Os números inéditos que a Record vem obtendo com Os Dez Mandamentos podem criar um problema para a estratégia de lançamento do GfK no Brasil, o concorrente do Ibope que iniciará sua medição de audiência no dia 1º de outubro.
Qual o problema? Record, RedeTV!, SBT e Band (que voltou a negociar com o GfK, depois de ameaçar deixar o pool de patrocinadores do instituto) haviam combinado só divulgar para a imprensa os números do GfK, deixando apenas a Globo mostrar os resultados do Ibope. Uma estratégia na medida para tentar firmar o nome do GfK.
A questão agora para a Record passa a ser a seguinte: se o GfK não confirmar os bons índices de Os Dez Mandamentos, a emissora do bispo Macedo vai abrir mão de divulgar os reluzentes resultados dados à novela pelo Ibope?
Veja.

"'Quem sofre a crise não quer dar golpe, quer se livrar da crise', diz FHC em resposta a Dilma"


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso respondeu nesta quarta-feira, 16, a fala da presidente Dilma Rousseff em um evento no interior de São Paulo na qual ela disse que usar a crise pela qual o país passa para chegar ao poder é uma "versão moderna do golpe"."Quem sofre a crise não quer dar golpe, quer se livrar da crise. Na medida em que o governo faz parte da crise, começam a perguntar se [o governo] vai durar. Mas não é golpe", disse o tucano aos jornalistas antes de participar de um evento na capital paulista.

Durante a palestra, o tema impeachment voltou ao ser mencionado. "Em tese você precisa ter muito cuidado com o impeachment por causa da democracia. Mas se acontecer tal e tal coisa, aí não tem jeito. Têm vários processos em andamento no TCU e TSE. Vamos ver no que isso vai dar".


Isto É

Emílio Surita se irrita com garotas de programa no Pânico: "vai pra p*ta que pariu!"; assista


O clima esquentou no programa Pânico da última quarta-feira (16). As Spartanas - prostitutas de luxo que trabalham apenas por indicação - estiveram na Jovem Pan e irritaram o apresentador. Tudo começou quando uma das mascaradas explicava o processo de escolha de clientes quando uma pérola fez a temperatura do estúdio subir.


"Mesmo que seja um velho de 50 anos", disse ao contar que a clientela endinheirada costuma ser mais educada e até limpa. Surita, então, surtou: "vai pra p*ta que pariu! 50 anos? Essas mulheres vieram me tirar!".

Bola entrou na onda do "preconceito" contra velhos e disparou: "nem quero mais fazer pergunta, vai pro inferno!".

Ao longo da participação, Emilio foi além e colocou a veracidade da histórias das garotas de programa em xeque: "está tudo muito nebuloso". Ele questionou o fato delas não mostrarem o rosto e não existirem nas redes sociais. Ele chegou a levantar da cadeira para esbravejar: "é conversa isso daí".

Jovem Pan.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Yamaha comemora 60 anos de uma história marcada por inovações e modelos sedutores


 A Yamaha acaba de completar 60 anos de existência e, tanto no Brasil quanto no mundo, coleciona boas lembranças. Além de diversos modelos que marcaram a história da indústria dos veículos de duas rodas, a marca japonesa também acumulou ao longo de sua trajetória alguns pioneirismos que merecem destaque. Como, por exemplo, o fato de ter sido a primeira a levantar uma fábrica no Brasil para a produção de motocicletas, em 1974. A Yamaha também foi a primeira a oferecer, inicialmente nas motocicletas aventureiras, o sistema de suspensão traseira monochoque – um ano antes da inauguração da fábrica brasileira, em 1973, na linha YZ. 

A história da Yamaha no segmento de duas rodas começa mesmo em 1955, quando a divisão de motos da Nippon Gakki Corporation começou a construir seu primeiro modelo: a YA-1, de 125 cc. A produção foi iniciada em janeiro na cidade de Hamakita e já no mês seguinte a motocicleta era vendida em todo o Japão. O emblema da Yamaha Motor, um arranjo de três diapasões usados para afinar instrumentos musicais, tem sido usado desde a sua fundação. Os três diapasões no emblema original incorporavam a idéia de “três braços de produção, marketing e tecnologia ousadamente ascendendo para o mundo”. Já no primeiro ano, a Yamaha Motor passou a participar de corridas para tentar se fortalecer no mercado. Logo começou uma sucessão de vitórias – a primeira delas em julho mesmo, na 3ª Corrida de Subida do Monte Fuji. Aos poucos, a marca ganhou fama e segurança para apostar também nas competições internacionais.
O modelo que inaugurou a produção de motos na fábrica brasileira da Yamaha – inicialmente instalada em Guarulhos, em São Paulo – e se tornou a primeira motocicleta “made in Brazil” foi a RD 50. Como o nome explicita, tinha 50 cc e, por isso, foi logo apelidada de “cinquentinha”. Quatro anos depois, a Yamaha foi responsável também por instituir no país o segmento das motos on/off road, ou seja, para todos os terrenos, com a TT 125. 

Uma das motos mais icônicas da Yamaha no mundo – e também no Brasil – foi a RD 350. A sigla veio de “Race Developed” – desenvolvida para corridas – e o modelo foi lançado em 1973. A motocicleta entregava torque melhor em baixas rotações, aliado à economia de combustível, que era um dos fatores negativos dos motores de dois tempos. Esportiva, ela contava ainda com freios a disco dianteiro com pastilhas de dupla ação e câmbio com seis marchas. Tratava-se de uma moto para pilotos experientes, já que sua essência era ser um modelo de competição que circulava pelas ruas. Mas atraia também motociclistas novatos, o que gerou vários acidentes, alguns resultando em mortes – que valeram ao modelo o apelido de “Viúva Negra”. No Brasil, sua produção se iniciou em 1986 e se encerrou em 1993, dois anos antes da despedida oficial – até 1995, ela ainda era comercializada nos mercados italiano, alemão e espanhol. 

A década de 1980 foi marcada ainda por outro avanço da Yamaha no Brasil. Em função dos incentivos fiscais, a marca inaugurou a Yamaha Motor da Amazônia, na Zona Franca de Manaus, em 1985. Foi nesse ano também que o mundo conheceu outro modelo que se tornaria um dos mais icônicos da fabricante japonesa: a VMax. Influenciada pelos famosos “muscle cars”, com motores imensos, a motocicleta mesclava corpo de custom e comportamento de naked esportiva. Até hoje o modelo é produzido e, no Brasil não sai das lojas por menos que R$ 130 mil. É a motocicleta mais cara do portfólio da Yamaha por aqui e é movida por um motor de 1.679 cc com 200 cv.

Outra linha de marcante e que sobrevive há mais de três décadas é a Ténéré. Sua primeira representante foi a XT600Z. O nome Ténéré veio do deserto pelo qual os competidores do Rally Paris-Dakar passavam e o primeiro modelo foi, na verdade, uma evolução da XT500. A motocicleta era uma das que disputavam a competição e conseguiu sua primeira vitória em 1983, mesmo ano em que a substituta de 600 cc chegou. No Brasil, suas vendas começaram em 1989 e até hoje a linha está disponível, em variantes de 250 cc, 660 cc e 1.200 cc, com preços que variam entre R$ 15 mil e R$ 63.990.
No Brasil, a Yamaha pode parecer estar muito atrás da conterrânea Honda, que detém mais de 80% do mercado nacional de motocicletas. Mas essa situação não se repete no cenário global e, normalmente, elas disputam “roda a roda” a participação nas vendas nos principais mercados. Atualmente, a Yamaha comercializa 38 modelos no país e tem 11,6% de “market share”. Os mais vendidos estão na categoria Street: a YBR 125, com 24.447 emplacamentos nos oito primeiros meses do ano, a YS 150 Fazer, com 23.275 exemplares vendidos, e a Fazer 250, com 10.918 unidades no mesmo período. Entre as scooters – que já respondem por 27,8% de todas as vendas de motos no Brasil –,  destaque da marca fica com a T115 Crypton, que acumula 7.260 emplacamentos até agosto.

UOL.

PF investiga prefeituras de Limoeiro, Passira e Glória do Goitá por fraude em licitação para transporte escolar

Thiago Cavalcanti (PROS) assumiu a gestão de Limoeiro, substituindo o tio Ricardo Teobaldo (PTB)
A Polícia Federal em Pernambuco está investigando prefeituras do interior do estado por suposta prática de cartel. Limoeiro e Passira, no Agreste, e Glória do Goitá, Zona da Mata Norte, já estão sendo investigadas. Outras dez também estariam envolvidas e serão analisadas pela corporação nos próximos meses. O caso veio à tona a partir de um processo de licitação fraudulento para contratar serviços de transporte escolar.
Duas empresas, AG Serviços e Locação de Veículos e A.R.Resendis, estão sendo investigadas - elas teriam recebido mais de R$ 50 milhões nos últimos quatro anos, verba pública do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate), do Ministério da Educação.
A PF afirma ainda que começou a investigar denúncias anônimas em 2014. A suspeita é de que, antes de haver a licitação, as empresas que prestariam o serviço de transporte escolar às prefeituras já estavam escolhidas. Também foram confirmados pagamentos em duplicidade.
Para o chefe da Controladoria-Geral da União (CGU) no estado, Victor de Souza Leão, há fortes indícios dessas empresas funcionarem apenas como fachada.  “Elas recebiam o dinheiro por um valor 'x' e subcontratavam um terceiro pagando bem mais barato, para que o serviço fosse executado. No papel elas tinham fins de transporte escolar, mas não tinham nem funcionários para executar tais serviços”, disse.
A operação Carona foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (17) para cumprir 15 mandados de busca e apreensão nas três cidades que estariam envolvidas e também no Recife, Carpina , na Mata Norte. Caruaru, no Agreste, e Serra Talhada, no Sertão. Houve procura também de contratos e subcontratos em casas de prefeitos, cujo os nomes não foram divulgados.
“Foram feitos diversos pedidos de prisão de prefeitos e secretários que estariam envolvidos na prática do crime. A operação dependia dessa busca de documentos para embasar novos pedidos de prisão e afastamento das funções”, informou Marcelo Diniz Cordeiro, superintendente da PF em Pernambuco.
Respostas
O atual prefeito de Limoeiro, Tiago Cavalcanti, informou que não recebeu nenhuma notificação da Polícia Federal. Ele disse que só vai se pronunciar caso receba. Já o ex-prefeito de Limoeiro e atual deputado federal Ricardo Teobaldo Cavalcanti disse que havia de fato um processo sobre isso durante a gestão dele, entre 2009 e 2014, mas que a própria Polícia Federal e o Ministério Público Federal haviam arquivado a investigação.
A Prefeitura de Passira não se pronunciou. A reportagem tentou entrar em contato com a prefeitura de Glória de Goirtá mas não obteve retorno. Também tentou, mas não conseguiu contato, com a AG Serviços. Já na A.R.Resendis, uma funcionária atendeu e disse que, no momento, ninguém poderia falar sobre o assunto.
G-1.

"Três anos de governo ruim, que a gente não gosta, passa ligeiro" , diz Ciro Gomes


Cotado para disputar as eleições presidenciais em 2018, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) afirmou nesta quinta-feira (17) que a presidente Dilma Rousseff (PT) não cometeu nenhum crime de responsabilidade e comparou os pedidos de impeachment à "golpes paraguaios". Em entrevista à Rádio Jornal, do Recife, Ciro, que já concorreu ao Palácio do Planalto em 1998 e 2002, afirmou ainda que a linha de sucessão de Dilma, formada pelo vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) e pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está "tisnada pela suspeita já denunciada de corrupção". Respondendo a uma provocação do apresentador Geraldo Freire, o cearense também disse que chamaria a polícia após descer de um avião em que estivesse com Cunha e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Crime de responsabilidade a Dilma não cometeu nenhum. Então nós brasileiros, que lutamos para reconquistar a democracia, temos que ter clareza que o impeachment não é remédio para governo que a gente não gosta. O impeachment rompe com a regra democrática. O impeachment da Dilma rompe com os rituais. E nós estamos em um momento extremamente grave que é uma linha de sucessão tisnada pela suspeita já denunciada de corrupção. As pessoas ficam as vezes acreditando que se a gente interromper o mandato da Dilma, num desses golpes paraguaios que estão se ensaiando aí, quem assume é o Michel Temer. Que vem a ser parceiro e amigo íntimo do Eduardo Cunha. Que está denunciado pela Procuradoria da República por formação de quadrilha, por corrupção e por roubo", afirmou.



Para Ciro Gomes, é preciso lutar em duas frentes para defender a democracia e trabalhar para que Dilma mude de rumo e se reconcilie com os valores e os grupos sociais que lhe deram a vitória eleitoral em 2014. "Três anos de governo ruim, que a gente não gosta, passa ligeiro e a gente elege daqui a pouco. Mas quebrar a democracia, a gente da última vez que viu, foram vinte e tantos anos sem liberdade, com pessoas sendo perseguidas", justificou.

Na entrevista de mais de 15 minutos, Ciro garantiu que a presidente é uma pessoa decente, que tem espírito público e é trabalhadora, mas disse ver dois defeitos no governo: uma equipe muito fraca e a falta de um projeto para o país. Ele também ponderou que há fatores que causaram a crise econômica que independem da petista, como a desaceleração das economias dos Estados Unidos, da Europa, da China e da Argentina, principais parceiros comerciais do Brasil.

ELEIÇÃO 2018 - Recém-filiado ao PDT com a possibilidade de voltar a disputar a Presidência em 2018, o ex-governador admitiu a possibilidade de ser candidato uma terceira vez, mas garantiu que resolveu mudar de partido porque se sentiu na obrigação de levantar a própria voz em defesa da democracia e de uma mudança de rumo da presidente Dilma. "Não é assim como a negada fala para enganar, não. Eu não quero ser candidato. Não quero mesmo. Mas acho que se for necessário e tiver que ser, eu serei", ponderou.

Ao falar sobre uma crise de liderança na política brasileira, Ciro classificou o nível dos protagonistas da vida política brasileira hoje como o pior que ele já viu. "Você imagina a Câmara eleger um homem como Eduardo Cunha. E ficar na presidência da Câmara um homem que está denunciado como corrupto pela Procuradoria da República. Que a gente sabe no Brasil que para a Procuradoria da República chegar a denunciar um político é a coisa mais difícil que tem. Ali foi uma denúncia é porque foi batom na cueca, como a turma diz", alfinetou. O irmão dele, Cid Gomes, deixou o Ministério da Educação no início do ano após bater de frente com Cunha.

O cearense também disse que a redução de ministério, uma das respostas de Dilma para a crise, é importante em um contexto simbólico de austeridade e afirmou que a existência de 39 pastas é um exagero. "A população brasileira está acostumada com sacrifício. O que ninguém aceita é a sensação de ter sido enganado. Então você anuncia que a conta de luz vai cair e a conta de energia subiu loucamente. Você diz que a gasolina não vai subir e ela acaba subindo. Isso tudo criou uma sensação muito desagradável na sociedade brasileira de que o que foi falado para ela não era verdade. De que houve uma mistificação, uma enganação", alertou.

Jornal do Commercio / Rádio Jornal.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Em protesto contra prisão de traficantes, moradores da comunidade do Detran voltam a queimar ônibus


Mais um ônibus da linha Barbalho (Detran) foi queimado por volta das 10h30 desta terça-feira (15) na Estrada do Barbalho, na Iputinga, Zona Oeste do Recife.
Moradores da localidade disseram que homens entraram no veículo e mandaram os passageiros descerem. Eles estavam armados e atiraram para cima como forma de intimidação. 

SEGUNDO CASO - Os moradores queimaram um ônibus na Estrada do Barbalho essa noite, em protesto contra a prisão de um casal por tráfico de drogas. Para os manifestantes, a ação policial foi injusta.
O clima ficou tenso na comunidade, com inúmeros policiais armados. Além disso, como fios também pegaram fogo no momento em que o veículo foi incendiado, o local ficou sem fornecimento de energia até essa manhã.
NE-10.

Filho de pedreiro e catadora se forma em direito e homenageia pais no PI


Filho de pedreiro e de catadora de castanhas, o estudante de direito Ismael do Nascimento Silva, 25, emocionou quem estava presente na colação de grau dele ocorrida em Teresina (PI), na noite da última sexta-feira (11). O jovem subiu no tablado da área de entrega do diploma carregando um banner destacando a origem humilde da família. "O filho do pedreiro com a catadora de castanhas também venceu", dizia a faixa com a hastag #MeusPaisMeusHeróis.
A história de superação de Silva ganhou as redes sociais no fim de semana com a divulgação das fotos da formatura pela empresa que registrou as imagens. A fotografia dele com a faixa está com centenas de compartilhamentos e mensagens parabenizando-o pela conquista.
Ele disse estar assustado com a repercussão da homenagem que fez aos pais porque queria mostrar "que profissão deles também é digna e que todos podem conseguir superar as dificuldades".
"Meus pais me deram oportunidade para que eu conseguisse me formar em direito. Apesar de não terem condições, me deram assistência financeira para me manter no curso. Os dois entraram na colação de grau comigo porque são meus maiores exemplos de humildade, honestidade, dedicação e amor", afirmou o novo advogado.
A mãe dele cursou até o 3º ano do ensino fundamental e o pai até o 1º ano do ensino médio. Silva é o primeiro da família a concluir um curso superior. "Eles estão muito orgulhosos e eu também porque passei no exame da OAB quando estava no 9º período." No dia 11 de agosto, ele recebeu a carteira da ordem para poder exercer a profissão já depois da formatura.
"Minha vida não foi fácil. Aos 10 anos comecei a trabalhar para ajudar a minha mãe, pois meus pais são separados. Vendi 'sacolé', espetinho de carne, milho cozido. As dificuldades financeiras me incentivaram a estudar. Estou na metade do meu projeto de vida ainda, com essa formatura, mas ainda quero passar num concurso público para ter estabilidade e organizar a vida financeira da minha família", contou Silva.
Ele cursou direito em uma faculdade particular em Teresina como bolsista do Prouni (Programa Universidade para Todos), do Ministério da Educação. Para pagar o transporte, os livros e demais materiais durante o curso, o estudante conseguiu uma vaga como instrutor de Badminton num clube próximo à faculdade.
"Tinha dias em que eu não tinha sequer o dinheiro da passagem de ônibus. Como eu saía cedo da manhã para estudar na biblioteca, já ficava para as aulas do curso à tarde. Ficava sem me alimentar até chegar em casa à noite. No segundo ano, a dona da cantina soube da minha história e eu passei a almoçar de graça. Além da minha força de vontade, sempre tive pessoas que me ajudaram, como meus pais, os colegas da turma, professores e anjos que iam surgindo a cada vez que aparecia algum obstáculo", conta o advogado.
A dedicação de Silva aos estudos era tamanha que ele fazia resumos de todas as aulas, elaborava apostilas e deixaram na xerox para os colegas copiarem. "Fazia com um notebook que ganhei em um concurso, mas acabou que roubaram e eu comecei a fazer a mão. Os colegas se mobilizaram, se juntaram e me deram um outro notebook", diz Silva.
Em dezembro de 2014, Silva conseguiu passar numa seleção na Procuradora Geral de Teresina, onde foi estagiário por sete meses, e este mês começou a trabalhar como assessor direto do procurador-geral do município, em um cargo comissionado. Apesar de já estar trabalhando na procuradoria, os advogados Evandro Melo, Eufrásio Neto e Anderson Souza, colegas de sala de aula de Silva, convidaram sem ônus o jovem advogado para fazer parte do escritório que abriram na zona Leste de Teresina, área nobre da capital.
"Apesar da minha dificuldade financeira, eu nunca me fiz de oportunista para conseguir as coisas. As pessoas observam minha determinação e ajudam. Tenho muita gratidão por tudo. Para mim não tem tempo ruim, sou movido a sonhos e a determinação", disse Silva.
UOL.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Manobra na Câmara de Carpina

Nos bastidores da Câmara de Vereadores de Carpina, na Mata Norte, estaria sendo articulado um acordo para que as contas de 2003 do ex-prefeito Joaquim Lapa, que já foram rejeitadas por esta legislatura, voltem ao plenário para serem revistas, e dessa vez, aprovadas. O jornalista Aldo Vilela, noticia na coluna Ponto a Ponto, do Diário de Pernambuco :


Ana Célia no PTB e vice de Túlio ?

A ex-vice prefeita de Surubim, Ana Célia Cabral, deixou o PSB, e pode, juntamente com o marido, vereador Biu Farias, se filiar ao PTB de Armando Monteiro. Ela pode ser a vice do prefeito Túlio Vieira. Destaque hoje na coluna do Jornalista Aldo Vilela, no Diário de Pernambuco. Confira a nota:



Lula: “Dilma, nós estamos f…”

Lula alertou sobre impeachment e Lava-Jato
Em relato que fez a interlocutores próximos, Lula definiu como “ruim” a sua última conversa particular com Dilma Rousseff, ocorrida na sexta-feira, 4. “Eu comecei pesado”, reconheceu Lula sobre o encontro.
Neste início, Lula criticou asperamente a articulação política e econômica do governo. E reclamou muito de Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo e Joaquim Levy.
“Dilma, nós estamos f…”, disse Lula, segundo o seu relato. Lula falou da possibilidade real de impeachment e de que as investigações da Lava-Jato cheguem nele.
Lula voltou a defender o entendimento com Michel Temer: “um acordo que acabe com o namoro do PMDB com o impeachment” e criticou os cortes nos programas sociais.
Mas reconheceu que Dilma não tem condições de demitir Levy, “assim como eu não podia tirar o (Henrique) Meirelles”. 

Radar/VEJA

domingo, 13 de setembro de 2015

Hospital Getúlio Vargas comunica, por equívoco, morte de mãe do padre de Glória de Goitá de PE


Padre Dijailson Canuto e sua mãe, Josefa, cuja morte foi anunciada por hospital
(Foto: Dijailson Canuto / Acervo pessoal)
O padre de Glória do Goitá, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Dijailson Canuto, de 33 anos, viveu uma situação inusitada na sexta-feira (11). Com a mãe internada desde o dia 4 de setembro para tratar um quadro de infecção pulmonar no Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Recife, recebeu a notícia da morte dela através do serviço social da unidade de saúde. Depois de contratar o serviço funerário, comunicar a família e paróquias vizinhas, o sacerdote descobriu que Josefa Canuto, 65 anos, estava viva e passando bem.
Bastante emocionado e ainda perplexo pela situação inusitada, o padre contou que passou por duas dimensões de realidade e sentimentos. "Eu tinha ido à capital para visitá-la, então primeiro veio o choque pela morte, para assimilar, chorar  e notificar os parentes, além de providenciar toda a parte burocrática que envolve o fato. Depois entramos em outro choque com ela viva, me deu um transtorno psicológico que eu nem sei descrever", contou.
"Me deu um transtorno psicológico que eu nem sei descrever", conta o padre Dijailson Canuto

Indignado, o sacerdote ressaltou que o hospital ainda não apresentou nenhuma justificativa para o ocorrido. "Só foi aquela coisa amadora de dizer: 'Me desculpe, houve um erro'". Canuto ainda relatou que não confia mais no tratamento que a mãe está recebendo na unidade. "A saúde pública do nosso estado está realmente um descaso total e o Hospital Getúlio Vargas é a prova disso. Ali falta desde medicamento até material básico de limpeza. Parece que quando o caos toma conta, a negligência aparece. Agora desconfio dos procedimentos internos, minha mãe está lá e eu aqui com medo do que pode acontecer", completou.
Radialista Gilmar Santos leu notícia em nota oficial na rádio, para população de 32 mil pessoas. Foto: Thays Estarque / G1
A notícia da morte se espalhou tão rápido quanto a do erro. Além da rádio localizada no município, 70 paróquias e a rádio comunitária de Ferreiros, mesma região do estado e cidade natal da família do padre, foram responsáveis por replicar o fato. "Lá em Ferreiros colocaram um carro de som passando de cinco em cinco minutos divulgando o dia e a hora da missa de corpo presente", relembrou Dijailson.
A notícia da morte se espalhou tão rápido quanto a do erro. Além da rádio localizada no município, 70 paróquias e a rádio comunitária de Ferreiros, mesma região do estado e cidade natal da família do padre, foram responsáveis por replicar o fato. "Lá em Ferreiros colocaram um carro de som passando de cinco em cinco minutos divulgando o dia e a hora da missa de corpo presente", relembrou Dijailson.
G1.

Orobó : vice se filia ao PTB para disputar eleição com "ex-chapa"



Coluna Ponto a Ponto 

por Aldo Vilela



Prefeito e vice disputam
O vice-prefeito de Orobó, Eduardo Gabriel, ou Dui do Bujão, como é conhecido, se filia ao PTB, neste domingo, abonado por Ricardo Teobaldo. Vai disputar a Prefeitura no ano que vem com o ex-parceiro Kléber Chaparral, que disputa a reeleição pelo PSD, de André de Paula.







Dez anos após renúncia, Severino Cavalcanti vê país 'naufragando' e quer disputar em João Alfredo


Dez anos depois de renunciar à presidência da Câmara para escapar da cassação no episódio apelidado de “mensalinho”, o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) afirmou que a atual crise política do Brasil é a “pior possível” e sentencia: “O país está naufragando”.
“Não podia existir coisa pior do que está acontecendo. A posição da presidente Dilma Rousseff não é segura, não se pode confiar que vai ela vá encontrar solução. O país está naufragando”, diz.
Severino renunciou em 21 de setembro de 2005 como desdobramento da denúncia de que cobrava propina de R$ 10 mil por mês do dono de um dos restaurantes da Câmara (veja o vídeo acima). Ele resolveu deixar o comando da Casa e o mandato parlamentar para evitar um processo por quebra de decoro, que poderia levar à cassação.
Aos 84 anos e sem cargo público, ele recomenda que o atual presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adote atitude diferente da dele e não renuncie em razão da acusação de envolvimento com o esquema de corrupção da Petrobras investigado pela Operação Lava Jato. Para Severino, o peemedebista deve enfrentar as acusações sem deixar o posto.
“Ele tem que continuar na presidência porque ainda não tem uma denúncia fundada contra ele. Eu acho que até agora não tem nada provado contra ele. E acho que o presidente da Câmara tem tomado posições boas. Ele ter derrotado o pessoal do PT foi uma coisa extraordinária. Ele derrotou o PT, que fez as maiores roubalheiras do país”, afirmou o ex-deputado do PP.
Depois de deixar a Câmara, em 2005, Severino Cavalcanti tentou voltar como deputado no ano seguinte, mas não conseguiu votos suficientes.
Em 2008, se elegeu prefeito na cidade natal, João Alfredo, no agreste pernambucano. Tentou a reeleição, mas teve a candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa, pelo fato de ter renunciado para evitar a cassação.
Afastado de cargos políticos desde então, ele se diz um “homem feliz”, fala que se “diverte” em fazer política e informa que poderá ser novamente candidato à Prefeitura de João Alfredo em 2016. Atualmente, vive em Recife.
G-1.