quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Controladoria Geral da União: Governo de PE superfatura pequenas barragens

SECRETÁRIO: Nilton Mota foi titular da pasta entre janeiro de 2015 e setembro de 2017. (FOTO:JC Imagem)

O atual governo do Estado de Pernambuco é flagrado novamente em constatações de superfaturamento. Dessa vez, em desvios em obras destinadas a matar a sede dos pernambucanos. A notícia é de estarrecer.

A Controladoria-Geral da União identificou superfaturamento em aditivos de mais de R$ 100 milhões feitos em contratos para a construção e ampliação de pequenas barragens no Pernambuco.

O dinheiro saiu dos cofres do Ministério do Desenvolvimento Regional mas teria sido desviado na Secretaria Estadual de Desenvolvimento Agrário.

O relatório foi divulgado neste sábado, 06/11 pela revista Crusoé e o site O Antagonista e repercutida hoje na coluna de Diego Lajedo publicada no Pernambuco em Pauta.

Em setembro de 2017, o então secretário autorizou construção de barragens em Vertente do Lério (Surubim News)

DESVIOS MILIONÁRIOSO relatório da CGU identificou superfaturamentos e prejuízos milionários na construção e ampliação de pequenas barragens em comunidades rurais de Pernambuco, no âmbito do Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Água – Água para Todos. Realizadas pelo Governo de Pernambuco com recursos da União entre 2013 e 2019, nas gestões do PSB. As obras tiveram um custo total de R$ 106.369.750,00.

DETALHAMENTO: A CGU identificou que controles estabelecidos para a manutenção da economicidade não foram seguidos pela Secretaria de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, o que resultou no superfaturamento de R$ 793.367,17 pela aplicação excessiva da alíquota de ISS na Planilha de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI). O órgão observou que os valores do ISS previstos nas propostas contratadas não correspondiam às alíquotas cobradas pelos municípios, resultando no superfaturamento.

BARRAGENS FANTASMASTambém foi constatado um prejuízo de R$ 10.338.924,50, demonstrado pela falta de documentação comprobatória e pela não identificação da execução das barragens. Além disso, houve um prejuízo de R$ 2.790.500, que foi causado pela falta de comprovação de benefícios sociais fornecidos a famílias de 178 comunidades.

MAIS IRREGULARIDADESO órgão também identificou diversas irregularidades na execução da obra, como a falta de garantias da utilização das barragens no maior período de estiagem possível, por terem sido construídas sem seguir os padrões técnicos exigidos no programa; a inexistência de ensaios tecnológicos de controle da qualidade dos materiais e da execução das barragens; e a inexistência de documentação comprobatória de identificação e saneamento de defeitos das obras, e do Programa de Manutenção.

PRIVILÉGIOS: O órgão também apontou que a construção das barragens não adotou critérios isonômicos na escolha das famílias e dos proprietários que seriam beneficiados.

RESTITUIÇÃO: Por conta de todas as irregularidades, indícios de superfaturamento, prejuízos para os cofres públicos e falta de isonomia na escolha dos beneficiados, a Controladoria-Geral da União considerou que o convênio com o Governo de Pernambuco não atende os interesses sociais e a União deve buscar a restituição dos valores superfaturados.

DIREITO DE DEFESA: Com a palavra o Governo Paulo Câmara.

Do Jornal O Poder.