sexta-feira, 18 de junho de 2021

Live promovida pela Diretoria de Gestão Ambiental da UFPE celebra o Dia do Baobá


Para celebrar o Dia do Baobá, comemorado em 19 de junho, será realizada a live “De Pernambuco a Bahia: baobás como símbolo da resistência afro-brasileira”, neste sábado, às 16h, via Google Meet. A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) conta com 21 exemplares da árvore, dois dos quais são protegidos pela Prefeitura do Recife: o localizado na entrada do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA) e um dos existentes na Faculdade de Direito do Recife (FDR). A atividade é promovida pela Diretoria de Gestão Ambiental (DGA) da Superintendência de Infraestrutura (Sinfra) da Universidade.

O dia foi instituído no Recife por lei municipal em 2005, em virtude não apenas da significativa presença dessa árvore no arboreto urbano da cidade da capital pernambucana, mas pela importância que ela assume junto a comunidades africanas e afro-diaspóricas, além de ter se tornado emblema das lutas do Movimento Negro Recifense.

Desde os anos 2000, o servidor técnico-administrativo da UFPE Fernando Batista ajudou a difundir o baobá em Salvador, a partir de mudas de baobá produzidas por ele e transportadas do Recife para a capital baiana. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com a Secretaria Municipal de Reparação, criou o projeto “(Im)Plantando Morada dos Ancestrais em Salvador”, quando a árvore passou a ser disseminada em Terreiros de Candomblé da Bahia e em locais públicos de importância para a comunidade afro-religiosa naquela cidade.

A live vai contar com a participação da ativista negra Inaldete Pinheiro de Andrade, fundadora do Movimento Negro Recifense, que traz os baobás em atos políticos por ela promovidos e em sua escrita; Nancy de Souza e Silva, mais conhecida como vovó Cici, notória personalidade do Candomblé baiano, em cujo terreiro de candomblé foi plantado e hoje se encontra sacralizado e ritualizado um dos baobás que partiram de Pernambuco em direção à Bahia; e o servidor Fernando Batista, mestre em Antropologia pela UFPE, que fará a ponte entre a ativista e a religiosa. A mediação é do servidor da DGA Manoel Castro, idealizador da trilha dos baobás da UFPE.

PARTICIPANTES – Inaldete Pinheiro de Andrade é enfermeira, mestra em Serviço Social pela UFPE, escritora, fundadora do Movimento Negro do Recife (1979) e autora dos livros “Baobás de Ipojuca” e “A Barriguda que era um baobá”.

Fernando Batista é servidor técnico-administrativo da UFPE, mestre em Antropologia pela UFPE e doutorando em Cultura e Sociedade pela UFBA, além de propagador de baobás em Pernambuco e na Bahia. Desenvolve pesquisa sobre a presença dos baobás no Candomblé baiano.

Nancy de Souza e Silva (vovó Cici) é ebomi do Ilê Axé Opô Aganju, em Lauro de Freitas (BA) e mestra griot vinculada à Fundação Pierre Verger, em Salvador. Principal representante da história oral do Candomblé, conhecedora dos mitos, cânticos e danças afro-brasileiros legados pela cultura iorubá à Bahia. Uma das autoras do livro “Cozinhando histórias: receitas, histórias e mitos de pratos afro-brasileiros”, lançado pela Fundação Pierre Verger em 2015. Na edição do livro “Lendas africanas dos orixás”, de autoria de Pierre Fatumbi Verger, com gravuras de Carybé, lançado em 2019 pela Fundação Pierre Verger, atua como narradora das referidas lendas.

Da Agência de Notícias - AsCom UFPE.