quinta-feira, 20 de maio de 2021

Alcoolismo: como se define, quais os perigos e como tratar está doença?


O alcoolismo já é um problema bastante conhecido, mas difícil de ser aceito em diversos lares das famílias brasileiras. Um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan Americana de Saúde (Opas), revela que cerca de 85 mil pessoas morrem todos os anos nas Américas, devido ao elevado consumo de álcool. Deste total, 24,8% são de mortes que acontecem no Brasil.


“Alcoolismo é a dependência do indivíduo ao álcool, considerada doença pela Organização Mundial da Saúde. O uso constante, descontrolado e progressivo de bebidas alcoólicas pode comprometer seriamente o bom funcionamento do organismo, levando a consequências irreversíveis”, como explica o psicanalista, palestrante sobre dependência química e diretor do Grupo Recanto, Fabrício Selbaman.

Ainda segundo o estudo, a maioria das mortes (64,9%) ocorreu entre pessoas com menos de 60 anos. As principais causas de morte foram por doença hepática (63,9%) e distúrbios neuropsiquiátricos (27,4%), como dependência de álcool. Sobre o público mais afetado, os homens são a maioria no consumo nocivo do álcool. Eles foram responsáveis por 83,1% das mortes exclusivamente atribuíveis ao consumo de álcool no Brasil.

Ainda segundo o especialista, Fabrício Selbaman, “desde o início da pandemia de Covid-19, o álcool foi promovido por meio de canais de mídias sociais e sua disponibilidade aumentou muito devido ao acesso mais fácil a compras online e entrega em domicílio, o que pode ter contribuído para que as pessoas consumissem ainda mais a droga lícita”, explica.

Entre os ricos que uma pessoa pode ter ao consumir em excesso o álcool está a dependência química, danos ao sistema nervoso central, a disfunção sexual, problemas comportamentais, além do risco que envolve o número de acidentes, pois segundo pesquisas divulgadas pela OMS, quase 30% das mortes provocadas pelo consumo de álcool, são referentes a lesões, como por exemplo, acidentes de trânsito.

Com todos esses dados alarmantes, é necessário que as famílias, ao perceberem que um dos integrantes está ingerindo bebida alcoólica de maneira excessiva, possa então procurar um tratamento específico o quanto antes, para evitar problemas maiores futuramente. O psicanalista, Fabrício Selbman, orienta que algumas medidas podem ajudar a diminuir o consumo de álcool durante este período em que a população está cada vez mais isolada, e desta forma, tende a ingerir maior quantidade de álcool, tais como, a meditação, terapia e encontros virtuais com grupos de apoio.

No entanto, caso os problemas persistam, o mais indicado é buscar ajuda profissional, pois cada indivíduo deve ser tratado de maneira especifica, tendo em vista que cada um atribui o uso excessivo do álcool a um fator pré-existente, que por muitas vezes pode está associado à ansiedade e a depressão.

O tratamento contra o alcoolismo envolve a desintoxicação, que pode ser feita com o apoio de medicamentos, e psicoterapia. Para evitar complicações e recaídas, é muito importante que o diagnóstico e o tratamento sejam realizados por profissionais capacitados.

 Para ajudar neste tratamento, o Grupo Recanto, instituição especializada no tratamento de dependentes químicos conta com uma equipe multidisciplinar e infraestrutura completa para as consultas médicas e atividades terapêuticas. A Clínica Hospital Recanto também trabalha com pacientes internados, caso seja necessário. Se você acha que pode ter problemas com o uso abusivo de álcool ou quer ajudar alguém, entre em contato pelos telefones: 4007-2316 nas capitais e regiões metropolitanas ou 081 3543-0300 demais regiões.


Da Assessoria de Imprensa.