sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Bolsonaro volta a provocar aglomeração em visita ao Nordeste


Apesar da pandemia de covid-19, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a causar aglomerações hoje, em uma viagem para o Nordeste. Ele circulou sem máscara e cumprimentou apoiadores em Boqueirão, cidade da região Metropolitana de Campina Grande (PB). 

O próprio presidente divulgou as imagens nas redes sociais. Ele disse que fez uma "parada não programada" e agradeceu ao Nordeste. No vídeo, Bolsonaro aparece diante de apoiadores que gritam "mito". Ele também toma um refrigerante em uma lanchonete, causando aglomeração em um local fechado, o que é um dos principais agravadores da pandemia de covid-19.

Bolsonaro fez a parada em Campina Grande quando estava indo para Pernambuco. Ele cumpriu uma agenda em Sertânia, no Reservatório Barro Branco. No discurso, o presidente comentou sobre a pandemia, mandando críticas indireta contra outros políticos. 

"Temos percalços, como ainda temos o grande problema da pandemia, entre outros. Aqueles que quiseram fazer política com a questão do vírus, a máscara está caindo e o povo entende quem realmente teve coragem, discernimento e muita preocupação em tratar um assunto como esse", disse Bolsonaro. 

Ao longo da crise sanitária, as declarações do presidente foram marcadas por embates com governadores e prefeitos que adotaram medidas de restrição para evitar a disseminação da doença. O principal alvo das críticas foi o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Hoje Bolsonaro voltou a criticar medidas de fechamento do comércio ao citar o impacto delas no emprego. 

"Aquela política do 'fica em casa, fecha o comércio', com uma consequência imediata de destruição de milhões de empregos, isso tem que ser mudado", declarou o presidente. "Sempre falei que tínhamos dois problemas lá atrás, o vírus e o desemprego, deveríamos tratar os dois com responsabilidade e de forma simultânea" 

Ontem o Brasil atingiu a marca de mais de 10 milhões de pessoas infectadas pela covid-19 desde o início da pandemia. Bolsonaro ignorou essa marca até agora. O número de mortes pela doença ultrapassa os 243 mil.

Fonte: Uol.