quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Partida do Recife de voo que vai buscar 2 milhões de doses da vacina de Oxford na Índia é adiada para sexta


Foi adiada para a noite de sexta-feira (15) a partida do Recife da aeronave que vai buscar, na Índia, 2 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. O lote faz parte da importação solicitada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para adquirir o imunizante junto ao laboratório indiano Serum.

O avião equipado com contêineres sai do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (14), e vai pernoitar no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, na Zona Sul da cidade.

A aeronave da Azul Linhas Aéreas A330neo, a maior da empresa, vai seguir viagem para Mumbai às 23h da sexta-feira (15). A decolagem estava prevista para o mesmo horário nesta quinta-feira (14), segundo a companhia. 

A Azul disse que a mudança aconteceu devido a questões logísticas internacionais, mas não detalhou quais seriam. Questionada sobre quando o avião retorna ao Brasil, a companhia informou que o retorno será reprogramado, mas que ainda não tinha informações sobre quando ocorrerá. 

A reportagem  entrou em contato com o Ministério da Saúde para saber como o adiamento afeta a programação inicial, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem. 

Do Recife até Mumbai serão 15 horas de voo, sem escalas, em um trajeto de 12 mil quilômetros. De acordo com o Ministério da Saúde, os contêineres vão garantir o controle de temperatura das doses, conforme as recomendações do fabricante. 

O transporte das doses atende a uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que autoriza empresas aéreas a auxiliarem no transporte de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo a Azul, a rota até a Índia é inédita para a companhia. 

O Ministério da Saúde aguarda a resposta da Anvisa sobre o pedido de uso emergencial para iniciar a campanha de vacinação. Além da vacina de Oxford, outro imunizante contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, também pediu a aprovação da agência.

Do G1-PE.