domingo, 17 de janeiro de 2021

Anvisa aprova uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19 no Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade o uso emergencial das vacinas de Oxford e do laboratório Sinovac (Coronavac) no Brasil, durante reunião neste domingo (17). São as duas primeiras vacinas contra a Covid-19 com autorização para uso no País.

Conforme a Anvisa, a autorização começa a valer a partir do momento que o laboratório receber comunicado em ofício e houver publicação do resultado no portal da Agência.

Antes da votação da diretoria, foi favorável o parecer da diretora da Anvisa e relatora dos pedidos de uso emergencial, Meiruze Freitas, e a  recomendação das três técnicas que analisavam os pedidos da Fiocruz e do Instituto Butantan: gerência-geral de Medicamentos, área de certificação de Boas Práticas de Fabricação e área de Monitoramento de Eventos Adversos.

As duas vacinas tiveram pedido de uso emergencial feito no último dia 8 de dezembro, pelo laboratório Sinovac/Instituto Butantã(Coronavac) e pela Fiocruz (Astrazeneca/Universidade de Oxford).

Os primeiros grupos a serem vacinados incluem profissionais da saúde, idosos com mais de 75 anos residentes em instituições de longas permanências e indígenas maiores de 18 anos.

Coronavac

Testes finais da Coronavac, imunizante produzido pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, no Brasil, mostram que a vacina chinesa tem 78% de eficácia em casos leves de Covid-19. Os dados foram apresentados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e divulgados pelo Governo de São Paulo. A e3ficácia global da vacina nos testes realizados no Brasil é de 50,38%. O índice mostra a capacidade da vacina de proteger em todos os casos, sejam eles leves, moderados ou graves da Covid-19. 

Oxford

Já a vacina produzida por uma parceria entre a Universidade de Oxford (Reino Unido) e a farmacêutica AstraZeneca apresenta eficácia de até 90%. O dado tem base em resultados preliminares de testes de fase 3.

A vacina é parte de um impasse entre os governos brasileiro e indiano. O governo da Índia negou a entrega imediata de um lote de imunizantes da Oxford/AstraZeneca ao Brasil, o que frustrou uma operação montada para buscar o material na Índia ainda neste fim de semana e deve resultar numa derrota política para o Palácio do Planalto.

Do Diário do Nordeste.