segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

João Campos e Paulo Câmara ajustam secretariado. Futuro de Geraldo Julio é tido como estratégico


Peças principais do projeto político da Frente Popular, o governador Paulo Câmara (PSB) e o prefeito eleito do Recife, João Campos (PSB), fazem uma tabelinha para ajustar os espaços do Governo do Estado e Prefeitura do Recife. Enquanto o gestor estadual busca dar um novo gás à sua administração e ajustar alguns espaços do Palácio das Princesas, o recifense tem o desafio de dar sua cara a um time que mescle experiência e renovação ao Palácio do Capibaribe. No meio desta equação está o futuro do atual prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), que desponta como o nome do partido para a eleição majoritária de 2022. 

Com a decisão do PSB de autorizar a prorrogação dos mandatos de presidente nacional e dirigentes estaduais e municipais da sigla até dezembro, a busca para um espaço de destaque para Geraldo Julio ficou ainda mais estratégica. Era cogitado que o prefeito pudesse ocupar o comando do PSB nacional ou pernambucano para ganhar uma vitrine para 2022. Mas a decisão partidária acabou dificultando esse caminho. Devido à pandemia da Covid-19, o congresso do partido que seria realizado em março de 2021 ficou para o final de novembro do mesmo ano, adiando a posse dos futuros novos dirigentes socialistas. 

Dessa forma, cresceu a necessidade de Geraldo Julio ocupar um espaço no Governo do Estado. É preciso um espaço que dê visibilidade e articulação com lideranças do interior do Estado, mas que não desenvolva percalços para o gestor. Em meio à uma crise econômica e pouca boa vontade do Palácio do Planalto, algumas vitrines cobiçadas do secretariado podem virar vidraças. Há a possibilidade de Geraldo assumir a Secretaria de Planejamento, Casa Civil ou Educação. Contudo, a construção passa pelas conversas de Paulo, Geraldo e João.

Da Folha de Pernambuco.