domingo, 29 de novembro de 2020

"No Recife, tendência é dar João Campos, do PSB", diz Mírian Leitão, em O Globo


Há eleições empatadas numérica ou tecnicamente, mas estou ouvindo especialistas que começam a apontar tendências. Nessas cidades divididas, as emoções estão no máximo: Recife, Porto Alegre e Vitória.

O que os analistas dizem é que no Recife a tendência é dar João Campos, do PSB. Em Porto Alegre, a Manuela, do PCdoB, tem maior chance de ganhar. Vitória é uma guerra de rejeições, mas com alguma vantagem, segundo me contaram duas fontes, ao delegado.

A rejeição ao delegado Pazolini cresceu nos últimos dias e isso é que leva a disputa a ficar bem equilibrada neste dia da eleição. Pazolini é ligado ao bolsonarismo através do ex-senador Magno Malta. Ele participou da invasão de hospital a pedido de Bolsonaro. E o suplente dele, Madureira, foi braço direito do que houve de pior na política capixaba: José Carlos Gratz. Se ele se eleger, Madureira vira deputado. A exposição dessas vinculações foi tirando sua vantagem e levando a disputa ao empate técnico.

Por outro lado, há muita rejeição ao PT no Espírito Santo, o governador Renato Casagrande preferiu não apoiar publicamente nenhum dos candidatos, mas grande parte da sua equipe apoiou João Coser, do PT. Coser tem a vantagem da experiência de prefeito e tem capacidade de diálogo com outras tendências políticas e foi o que o fez crescer. Mas a disputa é acirrada.

No Recife, a força do PSB dá vantagens a João Campos, e em Porto Alegre a campanha de Manuela avança, segunda essas fontes.

Por Mírim Leitão, O Globo.