quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Ex-ministro Joaquim Barbosa pode ser nome do PSB na disputa pela Presidência da República


A informação é da colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo: O PSB pode se dividir caso o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa entre no partido para disputar a Presidência.


O ex-ministro Aldo Rebelo, recém-filiado à legenda, admite internamente disputar prévias contra o ex-magistrado.

PRAZO - Barbosa foi procurado pro dirigentes do PSB e disse que só decidirá se aceita o convite em janeiro.


Pelo cheiro da brilhantina, ele quer ser candidato

Por Elio Gaspari

Para quem foi para a rua ou bateu panela, o que a oligarquia política lhe está oferecendo para a eleição de 2018 é mais do mesmo, ou pior. A boa notícia vem do repórter Raymundo Costa: o ex-ministro Joaquim Barbosa disse aos dirigentes do PSB que, até janeiro, decidirá se aceita o convite para disputar a Presidência da República. Pelo cheiro da brilhantina, ele quer ser candidato.

A candidatura do ex-presidente do Supremo Tribunal rompe a lógica maldita que os oligarcas estão montando. Ele não tem experiência partidária, o que é uma virtude. Nunca participou de governos, o que não chega a ser defeito. Falta-lhe a experiência de Michel Temer, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Barbosa ficou 11 anos no Supremo Tribunal e notabilizou-se por ter desenhado o código genético do mensalão, o escândalo que levou poderosos políticos e empresários para a cadeia. Foi graças ao julgamento do mensalão que figuras intocáveis foram para a penitenciária. Desse DNA saiu a Lava Jato.

O ministro meteu-se em memoráveis bate-bocas com Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Mostrou-se um arbitrário pedindo a transferência de uma servidora do tribunal com 12 anos de serviço pelo crime de ser casada com um jornalista a quem insulta. Esse tipo de pavio poderá levá-lo a uma autocombustão diante das pressões de uma campanha presidencial.

Decidindo esperar até janeiro, Barbosa indica que poderá confirmar sua candidatura antes de uma eventual condenação de Lula na segunda instância. Aceitando o convite do PSB, o ex-ministro aninha-se no partido em que estava o candidato Eduardo Campos até a manhã de sua morte, na queda do seu jatinho de campanha, em 2014.

Fonte: Folha de São Paulo.