quarta-feira, 22 de março de 2017

Apac aponta chuvas 60% abaixo da média, pelos próximos três meses, em todas regiões do estado


Meteorologistas da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) apontaram, em um seminário para prever o tempo e a temperatura nos próximos três meses, que as três regiões do estado devem registrar chuvas 60% abaixo da média. 

Além do Agreste e Sertão, a Zona da Mata e a Região Metropolitana do Recife também serão afetadas por chuvas abaixo da média este ano. 

Para o meteorologista Patrice Oliveira, a escassez de chuva está se deslocando do Agreste e Sertão pernambucano.  

“Infelizmente, vamos continuar com pouca chuva no estado de Pernambuco. O fim do período chuvoso nessas regiões acontece, geralmente, em abril. Porém, a seca deve permanecer no Agreste e no Sertão e haverá uma redução de chuva na Zona da Mata”, pontuou. 

Ainda segundo a previsão da Apac, “Essa porcentagem é um tendência em todo estado. A Região Metropolitana do Recife também ficará com um desvio negativo. Porém, como o volume de chuva é muito grande, quando chove compensa”, explicou o meteorologista Fabiano Prestrelo.

Previsão Climática para o período de ABRIL a JUNHO de 2017



Com a coordenação da Agência Pernambucana de Águas e Clima – APAC nos dias 21 e 22 de março de 2017, estiveram reunidos em Recife, meteorologistas dos Centros Estaduais de Meteorologia da Região Nordeste e do Instituto Nacional de Meteorologia – INMET para a discussão técnica dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, dos resultados dos modelos numéricos globais e regionais e também dos modelos estatísticos de diversas instituições do Brasil e do exterior. 

A previsão de consenso resultou no seguinte prognóstico: para o período de abril a junho de 2017, a previsão é de chuvas abaixo da média histórica para o setor Leste do Nordeste. Na parte norte do Nordeste permanece a previsão de chuvas de normal a abaixo da média.


No Sitio Tambor, zona rural de Vertente do Lério, moradores fazem fila para garantir abastecimento


A comunidade do Tambor, na zona rural de Vertente do Lério, é um exemplo que ilustra bem essa triste realidade do povo nordestino. Em colapso, o abastecimento d' água é feito por carros-pipa, que vão duas vezes por semana, distribuir água. Logo cedo, os moradores fazem fila com os botijões plásticos, para garantir uma amenizada no sofrimento. As cisternas da comunidade também são abastecidas. A foto é do internauta José Nascimento, morador da localidade. 

Fonte: da Redação / G1 PE / Apac.