segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Pernambucanos se despedem de Cléber Santana, vítima do acidente aéreo da Chapecoense

 

Quem aprendeu a dizer adeus? Uma intensa mistura de sentimentos rodeia essa palavra tão temida por nós, seres humanos, mesmo com a morte sendo uma das poucas certezas que temos na nossa trajetória na Terra. Nesta semana, aos 35 anos, chegou ao fim a jornada de Cléber Santana, uma da das 71 vítimas da tragédia com o voo 2933 da LaMia, que caiu na Colômbia, na última terça-feira. 

Único pernambucano que teve o corpo trazido para o estado natal - Kempes, nascido em Carpina, foi sepultado no Rio Grande do Sul -, o ex-atleta do Sport foi conduzido de Chapecó para o Recife, neste domingo (4), por volta das 10h, horário em que o caixão chegou ao Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre. Logo depois seguiu para o Sport, clube responsável por sua formação nas categorias de base e que o lançou como profissional, em 2001. No salão nobre da Praça da Bandeira, o velório começou às 11h30, numa despedida emocionante entre familiares, amigos, ex-companheiros de profissão e torcedores.


Debilitada e fragilizada pela perda do filho, Marinalva Santana, 73 anos, mãe de Cléber, passou mal nas horas iniciais da cerimônia, precisando ser levada a uma sala para ser medicada e tentar se acalmar, assim como o único irmão do ex-atleta, Cleibson Santana, completamente desolado com a tragédia. Um dos momentos mais emocionantes aconteceu por volta das 13h40. Vinda em outro voo, a viúva Rosângela Maria Silva Lourenço, conseguiu chegar ao Sport apenas neste horário. 

Assim que o fez, foi abraçar a matriarca da família Santana e as duas deram um longo abraço, com ambas chorando bastante. Às 15h20, o caixão começou a ser removido da Ilha do Retiro. Carregado pelas calçadas da Abdias de Carvalho, o ex-leonino recebia os gritos de "Cazá! Cazá" e "Vamos, Vamos Chape!", num emocionante cortejo, com os carros se manifestando através das buzinas. 

Sob muitos aplausos, ele seguiu para o cemitério Morada da Paz, em Paulista. No trajeto, muitos carros, motos e pessoas nas calçadas dando o seu adeus ao pernambucano. Por volta das 18h, em cerimônia fechada para os familiares, Cléber Santana teve o seu corpo cremado. Do lado de fora, várias coroas de flores, enviadas pelo Santa Cruz, São Paulo, Grafite, entre outros.


 


Fonte: Folha de PE / Fotos: Google.