quinta-feira, 10 de novembro de 2016

ANÁLISE COMPLETA : Trump é o dono do mundo ? A imprensa que previu a vitória do magnata; a pesquisa que acertou. E mais: Michelle Obama presidente ?


O assunto do dia hoje, em todos os veículos de comunicação e nas mídias sociais, foi a eleição presidencial americana, pela surpresa da vitória do republicano, Donald Trump. Li muita coisa interessante, em postagens de amigos, especialistas ou gente que curte política e quis opinar. Bom isso na Democracia: poder se expressar.

Nesta eleição americana, a vitória do "galego que tem o dobro da altura de Hitler e a mesma disposição para a loucura", como chama a colunista Luce Pereira, na crônica "A despedida do Mundo" não foi tão surpresa assim:  
  
"Chaplin em O grande ditador" foi citado poeticamente por Luce Pereira

Em julho, o jornalista Manoel Guimarães, postou no Facebook, uma matéria muito interessante da revista Exame, com os "5 motivos que farão Trump ser o próximo presidente dos EUA", http://exame.abril.com.br/mundo/5-motivos-que-farao-trump-ser-o-proximo-presidente-dos-eua/ cujo texto é claro ao nos antecipar :  Pode começar a treinar, porque você vai dizer essas palavras pelos próximos quatro anos: "Presidente Trump".

Com a vitória do milionário, o que mais ficou evidente foi a contradição das pesquisas de opinião e o resultado das urnas. O cientista político Adriano Oliveira, postou editado e disse muito :

" Lições da vitória de Trump 1: O eleitor é enigmático. As pesquisas não decifraram os movimentos silenciosos do eleitorado.

Lições da vitória de Trump 2: O mero modelo estatístico, onde neste está presente o conjunto de pesquisa, não é suficiente, embora seja necessário, para predizer o resultado da eleição.

Lições da vitória de Trump 3: Nós, analistas e cientistas políticos, somos acostumados a falar do passado, raramente do presente e nunca do futuro. Será que falamos apenas de "coisas" acabadas e propomos tipos ideais de instituições ou sociedade, ou podemos ir além, no caso, predizer o futuro?" 

O cientista politico também destaca : " Pesquisas eleitorais vão além da intenção de voto. Sempre friso isto. Por exemplo: Na eleição de Aracaju, este ano, ocorreu o seguinte: O candidato Valadares (PSB) estava à frente do candidato Nogueira (PCdoB). Porém, Nogueira estava à frente entre os eleitores que declaravam que iriam votar no dia da eleição ou que pediriam voto para o seu candidato a prefeito. Quem ganhou? Nogueira (PCdoB) ".

Adriano Oliveira destaca uma matéria com "O 'segredo' da única grande pesquisa que previu vitória de Trump" artigo escrito por Michael Moore, cineasta vencedor do Emmy e do Oscar
 http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37919512, cujo texto esclarece que "vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos foi ainda mais surpreendente por ter desafiado mesmo as previsões de setores da mídia que apoiaram o candidato do Partido Republicano no pleito de terça-feira. A única exceção foi o jornal Los Angeles Times. Durante os últimos quatro meses, a publicação do Estado da Califórnia divulgou pesquisas, em parceria com a Universidade de South Califórnia, mostrando intenções de voto para o bilionário bem maiores do que outras medições ao redor do país. De acordo com o LA Times, Trump registrou, em média, seis pontos percentuais a mais do que o atribuído por outros institutos de pesquisa".

Já o nosso (de Surubim) escritor d-n-a-imortal José Nivaldo Jr., especialista em comunicação política, postou e disse:  

" BOTANDO O NARIZ FORA DAGUA Aproveitando a eleição do presidente mais cafona de todos os tempos, um comentário: a democracia liberal moderna não existe para eleger os melhores. Seu objetivo principal é garantir as liberdades individuais e os direitos coletivos, inclusive de eleger os piores. Volto ao mergulho!"

Trump, apresentador de reality na TV mostrou que dá um show com as câmeras, como mostrou o jornalista Ângelo Castelo Branco,  acrescentou o vídeo :

O que faltou ver na campanha presidencial dos EUA


Acumulando tanta informação importante, a gente percebe melhor o processo dessa escolha, na sólida democracia americana.

No the after de sua vitória, o galego tratou logo de falar como deve se pronunciar um presidente e propôs imediatamente unificar o país. (Ah ! Se aqui a gente desarmasse o palanque no dia seguinte...!) Milionário, apresentador de TV e diferente dos políticos profissionais Trump foi estratégico na campanha, pode ter dado declarações estrategicamente pensadas, matematicamente, para eleitorados bem específicos, que funcionaram. Mas no Governo se fizer o que disse vai ser uma confusão só, se não fizer será estelionato leitoral 

Mas no geral, o americano vota com o bolso. A ideologia lá é o dinheiro e a diferença essencial entre republicanos e democratas são as empresas que financiam cada um deles. O magnata, que nasceu em berço de ouro e ganhou um milhão de dólares do pai para começar a vida, já quebrou quatro vezes mas se vacilar com o dinheiro do contribuinte americano, não se reelege.

Se Trump for incompetente com o Istado Islâmico, por exemplo, será demitido na real, por incompetência, como fazia com os participantes do reality show que comandava na TV. Se não devolver o emprego que  prometeu aos americanos desempregados, fica sem o cargo dele, não se reelege. Trump representa o sonho americano, mas se a vida do americano virar um pesadelo ele dança. Lá o ritmo é outro

Maior que o perfil de Trump é a democracia americana. O americano valoriza isso demais. A América elegeu um presidente republicano diferente dos políticos tradicionais, que embora tenha esse perfil polêmico, tem que cumprir a liturgia do cargo. Os americanos podem a ter colocado um "excêntrico" na Presidência, mas não elegeram um ditador irresponsável, a exemplo do ditador ching-ling da Coreia do Norte, que não sei o nome, e, se soubesse, não teria como lembrar. O eleitor americano sabe que elegeu o homem mais importante do planeta.  

Mas vamos esperar o galego trabalhar, vê se ele vai fazer o mal mesmo. Como nada é por acaso, e em política um dia é muita coisa, nos ensinava o saudoso e querido surubinense Gonzaga Vasconcelos, quem sabe, daqui a quatro anos, na próxima eleição americana estejamos lendo as manchetes destacando Michelle Obhama : negra e primeira mulher presidente dos EUA. Não duvido. Sugiro, com todo respeito, até manchete para veículo evangélico: Quando O Dono do mundo quer é assim ! Por fim, como votou o jovem ? O mapa é um indicativo interessante.




E foi assim que o futuro votou. Esse mapa mostra como votaram as pessoas entre 18 e 25 anos nas Eleições dos Estados Unidos.



 por Alberico Cassiano.