terça-feira, 11 de outubro de 2016

Grupo organiza protesto no Recife contra proibição da vaquejada


Vaqueiros que atuam em Pernambuco ocuparam, na manhã desta terça-feira (11), o Jockey Club do Recife, localizado no bairro do Prado, Zona Oeste da cidade. Agora, seguem em passeata pela Avenida Abdias de Carvalho, onde caminham em uma faixa, deixando o tráfego lento. O grupo pretende ir até a BR-232.

O protesto é contra uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que extingue a prática de vaquejada no Ceará, o que pode trazer reflexos para os outros estados.



A vaquejada é uma tradição nordestina pela qual dois vaqueiros montados em cavalos tentam derrubar um boi solto na pista. Na última quinta-feira (6), por seis votos a cinco, os ministros do STF entenderam que a atividade causa sofrimento aos animais e, por isso, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

O ato começou por volta das 9h. Os manifestantes levaram caminhões e cavalos, que estão no estacionamento do clube de hipismo. Quando o espaço ficou lotado, alguns veículos e animais foram colocados na entrada, do lado de fora. Em nenhum momento, o trânsito na Rua Carlos Gomes, onde fica o Jockey Club, foi interditado.



Os vaqueiros também levantam cartazes defendendo a prática tradicional no Nordeste, com frases como 'Nosso meio de vida é a vaquejada, sem ela não somos nada' e 'Vaquejada é economia, cultura e emprego'. "A ideia é mobilizar o pessoal que vive dessa prática. Não é só a vaquejada, é o desemprego", argumenta o vaqueiro Ruy Guerra, da Associação de Vaqueiros do Brasil.

Para ele, a atividade não causa sofrimento aos bichos. "Quem conhece a vaquejada nota que não traz risco ao animal porque o local onde o boi cai é uma caixa de areia com 50 centímetro de profundidade, a mesma que a de um salto olímpico. Então, dizer que o animal sofre é o mesmo que um atleta tem risco. E também hoje não há risco nenhum de o animal perder a calda porque agora tem um protetor de calda", justifica.


Fonte: G-1 PE.