segunda-feira, 28 de março de 2016

Danilo Cabral vai deixar Governo do estado para assumir mandato de deputado federal e votar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousssef

FORA DILMA : Danilo Cabral vai a Brasília votar a favor do impeachment da presidente.
Os secretários estaduais de Planejamento, Danilo Cabral, e de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras, ambos do PSB, também devem deixar o cargo para reassumir o mandato de deputado federal e votar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara Nacional.

JA FOI: secretário das Cidades, André de Paula (PSD) já se afastou para votar no Congresso Nacional.

Também nesta segunda-feira (28), o secretário das Cidades do Estado de Pernambuco, André de Paula (PSD), anunciou, que vai deixar o cargo por alguns dias, para é reassumir o mandato de deputado federal na Câmara para também votar a favor do impeachment.

Em nota oficial, André explica que faz questão de estar no plenário para votar a favor da abertura do processo de impedimento da presidente. Ainda segundo o comunicado, o governador Paulo Câmara já está ciente da decisão (confira o texto abaixo).
TURISMO: secretário Felipe Carreras (PSB)  também assume mandato de federal
Os dois secretários socialistas fizeram um pleito ao governador Paulo Câmara solicitando a exoneração do cargo para poder reassumir o mandato no Congresso. “A gente gostaria de voltar à Câmara para poder marcar essa posição e votar na sessão emblemática e se afirmar como partido e tomar essa decisão importante”, afirmou o secretário de Turismo.
Ainda segundo Carreras, deverá haver uma recomendação nacional da legenda para todos os deputados licenciados irem para o Congresso e votar.
Nota do secretário André de Paula:
A Câmara dos Deputados decidirá nas próximas semanas se admite, ou não, a instauração de processo de impeachment contra a presidente de república. A decisão que se avizinha denota o agravamento da crise política e, sobretudo, a certeza de que a presidente perdeu as condições de governar.
O processo de impeachment é providência jurídica legítima e adequada, com previsão constitucional, para promover o afastamento do presidente que comete crime de responsabilidade. A esta altura, já não parece haver mais dúvida de que a presidente, ao adotar as chamadas pedaladas fiscais, incorreu em tal crime; não se trata de ficção jurídica como defende setores do governo e a própria presidente. A fraude nas conta públicas, levada a efeito pela presidente em anos sucessivos, inclusive em 2015, foi descoberta pelo Tribunal de Contas da União, em trabalho de impressionante precisão técnica.
Mas, para além do tecnicismo jurídico, o fato é que o governo da presidente Dilma, afundado em escândalos de corrupção sem precedentes, com envolvimento direto de sua alta cúpula e com baixíssimos índices de aprovação, não reúne mais capital político para liderar as reformas (mínimas) que o país precisa, neste momento de gravíssima crise econômica. Em claro português, estamos falando de um governo que já não mais consegue viabilizar um plano para enfrentar a inflação, a recessão e o desemprego, considerado o maior dos últimos 25 anos.
O momento é muito difícil e delicado. A decisão pelo impeachment, por sua vez, é medida dura, mas inevitável.
Nesse contexto, reassumirei, nos próximos dias, o mandato de deputado federal. Estarei em plenário para votar a favor da abertura do processo de impedimento da presidente. Hoje pela manhã tratei de comunicar a minha decisão ao Governador Paulo Câmara.
Voltarei à Câmara dos Deputados em respeito aos mais de 100 mil pernambucanos que me confiaram o seu voto. Muitos deles estiveram democraticamente nas ruas para exigir o afastamento da presidente.
Votarei com independência, transparência e firmeza de convicções, honrando a expectativa de milhares de pernambucanos e de milhões de brasileiros.
André de Paula

Fonte: Blog de Jamildo / NE10.