quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Yamaha comemora 60 anos de uma história marcada por inovações e modelos sedutores


 A Yamaha acaba de completar 60 anos de existência e, tanto no Brasil quanto no mundo, coleciona boas lembranças. Além de diversos modelos que marcaram a história da indústria dos veículos de duas rodas, a marca japonesa também acumulou ao longo de sua trajetória alguns pioneirismos que merecem destaque. Como, por exemplo, o fato de ter sido a primeira a levantar uma fábrica no Brasil para a produção de motocicletas, em 1974. A Yamaha também foi a primeira a oferecer, inicialmente nas motocicletas aventureiras, o sistema de suspensão traseira monochoque – um ano antes da inauguração da fábrica brasileira, em 1973, na linha YZ. 

A história da Yamaha no segmento de duas rodas começa mesmo em 1955, quando a divisão de motos da Nippon Gakki Corporation começou a construir seu primeiro modelo: a YA-1, de 125 cc. A produção foi iniciada em janeiro na cidade de Hamakita e já no mês seguinte a motocicleta era vendida em todo o Japão. O emblema da Yamaha Motor, um arranjo de três diapasões usados para afinar instrumentos musicais, tem sido usado desde a sua fundação. Os três diapasões no emblema original incorporavam a idéia de “três braços de produção, marketing e tecnologia ousadamente ascendendo para o mundo”. Já no primeiro ano, a Yamaha Motor passou a participar de corridas para tentar se fortalecer no mercado. Logo começou uma sucessão de vitórias – a primeira delas em julho mesmo, na 3ª Corrida de Subida do Monte Fuji. Aos poucos, a marca ganhou fama e segurança para apostar também nas competições internacionais.
O modelo que inaugurou a produção de motos na fábrica brasileira da Yamaha – inicialmente instalada em Guarulhos, em São Paulo – e se tornou a primeira motocicleta “made in Brazil” foi a RD 50. Como o nome explicita, tinha 50 cc e, por isso, foi logo apelidada de “cinquentinha”. Quatro anos depois, a Yamaha foi responsável também por instituir no país o segmento das motos on/off road, ou seja, para todos os terrenos, com a TT 125. 

Uma das motos mais icônicas da Yamaha no mundo – e também no Brasil – foi a RD 350. A sigla veio de “Race Developed” – desenvolvida para corridas – e o modelo foi lançado em 1973. A motocicleta entregava torque melhor em baixas rotações, aliado à economia de combustível, que era um dos fatores negativos dos motores de dois tempos. Esportiva, ela contava ainda com freios a disco dianteiro com pastilhas de dupla ação e câmbio com seis marchas. Tratava-se de uma moto para pilotos experientes, já que sua essência era ser um modelo de competição que circulava pelas ruas. Mas atraia também motociclistas novatos, o que gerou vários acidentes, alguns resultando em mortes – que valeram ao modelo o apelido de “Viúva Negra”. No Brasil, sua produção se iniciou em 1986 e se encerrou em 1993, dois anos antes da despedida oficial – até 1995, ela ainda era comercializada nos mercados italiano, alemão e espanhol. 

A década de 1980 foi marcada ainda por outro avanço da Yamaha no Brasil. Em função dos incentivos fiscais, a marca inaugurou a Yamaha Motor da Amazônia, na Zona Franca de Manaus, em 1985. Foi nesse ano também que o mundo conheceu outro modelo que se tornaria um dos mais icônicos da fabricante japonesa: a VMax. Influenciada pelos famosos “muscle cars”, com motores imensos, a motocicleta mesclava corpo de custom e comportamento de naked esportiva. Até hoje o modelo é produzido e, no Brasil não sai das lojas por menos que R$ 130 mil. É a motocicleta mais cara do portfólio da Yamaha por aqui e é movida por um motor de 1.679 cc com 200 cv.

Outra linha de marcante e que sobrevive há mais de três décadas é a Ténéré. Sua primeira representante foi a XT600Z. O nome Ténéré veio do deserto pelo qual os competidores do Rally Paris-Dakar passavam e o primeiro modelo foi, na verdade, uma evolução da XT500. A motocicleta era uma das que disputavam a competição e conseguiu sua primeira vitória em 1983, mesmo ano em que a substituta de 600 cc chegou. No Brasil, suas vendas começaram em 1989 e até hoje a linha está disponível, em variantes de 250 cc, 660 cc e 1.200 cc, com preços que variam entre R$ 15 mil e R$ 63.990.
No Brasil, a Yamaha pode parecer estar muito atrás da conterrânea Honda, que detém mais de 80% do mercado nacional de motocicletas. Mas essa situação não se repete no cenário global e, normalmente, elas disputam “roda a roda” a participação nas vendas nos principais mercados. Atualmente, a Yamaha comercializa 38 modelos no país e tem 11,6% de “market share”. Os mais vendidos estão na categoria Street: a YBR 125, com 24.447 emplacamentos nos oito primeiros meses do ano, a YS 150 Fazer, com 23.275 exemplares vendidos, e a Fazer 250, com 10.918 unidades no mesmo período. Entre as scooters – que já respondem por 27,8% de todas as vendas de motos no Brasil –,  destaque da marca fica com a T115 Crypton, que acumula 7.260 emplacamentos até agosto.

UOL.