quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Salatiel e Carlos Roberto disputam eleitor evangélico; Bana assume secretaria de Governo


A ex-vereadora Albanise Aguiar, conhecida como Bana, está assumindo a Secretaria de Governo da Prefeitura de Surubim, pelo menos, por 30 dias, prazo da licença do vereador Lúcio Fabrício (PTC) da Câmara Municipal. O secretário e suplente, Carlos Roberto(PTC), assumiu mais uma vez a vaga no Legislativo. Este ano, ele assumiu o mandato por quatro meses.

A chegada do “irmão” Carlos, como é chamado, gera uma concorrência com o também evangélico, vereador por quatro mandatos, Salatiel Lima(PDT). Na primeira sessão de retorno do suplente, nesta quinta-feira(03), foi gerada uma polêmica, por conta da autoria do projeto que instituiu, em Surubim, 07 de setembro, também como o “Dia do Evangélico”.

Durante os quatro meses que passou pela Câmara, Carlos Roberto teve a ideia, mas não apresentou a proposta, e pediu ao vereador Fred Lafaeytte(PSD) para apresentá-la, entretanto distribuiu material de divulgação como autor, sendo questionado pelo colega.  
“Não tenho nada contra o irmão Carlos, mas achei antiético ele dizer que é o autor desse projeto. Quem tem a ideia não é o autor. Não tenho esse egoísmo e nem compactuamos com a mentira, a verdade tem que ser mostrada”, criticou Salatiel.
 O suplente destacou a parceria religiosa com o colega de bancada, e usou citações bíblicas para rebatê-lo, frisando inclusive o termo “hipócrita”. “Sou evangélico da mesma igreja que o vereador, mas para me pisar, jamais. Meu objetivo aqui é ajudar cristão e não cristão. Poderia aproveitar a bancada para ficar debatendo com o vereador Salatiel, mas aprendemos a respeitar”, rebateu.     
                                    
O clima tenso entre os parlamentares reflete a disputa pela “cadeira evangélica” da Casa Euclides Mota, garantida pelo eleitorado evangélico. Há 16 anos, vem elegendo Salatiel Lima, mas que pode ter a chance de renovar o mandato estragada pelo suplente Carlos Roberto, que tenta ganhar mais projeção junto ao eleitorado evangélico para tentar ter mais votos que o irmão de igreja e atual “colega” de bancada.